domingo, outubro 01, 2006




Labirinto, a vida, labirinto, a morte
Labirinto sem fim, diz o Mestre de Ho.

Tudo afunda, nada libera
O suicida renasce para um novo sofrimento.

A prisão termina em uma prisão
O corredor termina em outro corredor:

Aquele que crê desenrolar o rolo de sua vida
Não desenrola nada em absoluto.

Nada desemboca em nenhuma parte
Os séculos vivem também sob a terra, diz o Mestre de Ho.


Henri Michaux
Tradução de Daniela Osvald Ramos

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Labyrinthe, la vie, labyrinthe, la mort
Labyrinthe sans fin, dit le Maître de Ho.
Tout enfonce, rien ne libère.
Le suicide renaît à une nouvelle souffrance.

La prison ouvre sur une prison
Le couloir ouvre un autre couloir:

Celui qui croit dérouler le rouleau de sa vie
No déroule rien du tout.

Rien ne débouche nulle part
Les siècles aussi vivent sous terre, dit le Maître de Ho.


Henri Michaux

Um comentário:

José (Porto) disse...

(pequena variação)

Labirinto, a vida, labirinto, a morte
Labirinto sem fim, diz o Mestre de Ho.
Tudo afunda, nada liberta.
O suicida renasce em um novo sofrimento.

A prisão abre para uma prisão
O corredor abre um outro corredor:

Aquele que crê desenrolar o enredo de sua vida
Não desenrola nada que se veja.

Nada desemboca onde quer que seja
Também os séculos vivem sob a terra, diz o Mestre de Ho.

(trad. 2 Out ’06)