quarta-feira, setembro 06, 2006



VODU


Me espete aqui:

o poro da folha não é meu, mas eu sinto.

A reta da tinta não desalinha
o itinerário na palma da mão

(onde me perco, mais que na vida)

nem o rosto desse esforço
com olhos de contas e boca de feltro
é máscara rebelada do que fui ou fujo

de ser. Está livre de mim, o poema.
Eu, não, dele, de mim, do seu chumaço
e arame, do seu engenho e arte.

Me espeto aqui, se espete.



o ar das cidades
sérgio alcides

2 comentários:

Espiral disse...

Obrigada pelo comentario... E com esse venus regido por mercurio, nao podia ser nada diferente de uma poetisa, nao e?

Anônimo disse...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10477